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O Mel

O Mel

 

A utilização do mel pelo Homem é conhecida desde a pré-história, representada em pinturas rupestres. Também os egípcios, os romanos e os gregos o referenciam, em manuscritos e pinturas, como um produto especial.

O mel é um alimento produzido por abelhas melíferas, a partir do néctar das flores e de secreções de certas plantas.

O tipo de mel varia conforme a planta donde é extraído o néctar (rosmaninho, laranjeira, rosa, eucalipto, urze, etc.) e a espécie de abelhas que o produz. No Ribatejo, a abelha produtora de mel é a Apis mellífera.

Para além da sua função de adoçante, o líquido viscoso extraído dos favos tem propriedades terapêuticas, dado às suas componentes digestivas, analgésicas, anti-inflamatórias, anti-microbianas, e anticépticas. O mel também é usado na cosmética e na cicatrização da pele.

A apicultura no Ribatejo remonta ao séc. XII, prova disso é a Denominação de Origem do mel ribatejano que já vinha consagrada pelo uso desde 1178 e, já neste período o seu valor era grande, era inclusivamente uma forma de pagamento. O mestre Templário, Gualdim Pais aceitava como uma das várias formas de gratificação cera de cortiço e favos de mel, ao dar de foral o Carvalhal de Cêras.

O mel era outras das culturas de raízes medievais “a que os abrantinos dedicavam grande apreço.”

No Ribatejo Interior, o mel é de eucalipto e de multiflores com base a alecrim o que o torna mais escuro em relação ao de rosmaninho e com um aroma indescritível.


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