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A Doçaria

 

Os doces tradicionais têm, frequentemente, origem conventual como é o caso da afamada Palha de Abrantes nascida no Convento da Graça em meados do séc. XIV. Associada ao Tejo e às ruas cobertas por um manto dourado surge esta iguaria reportando-se à imagem quotidiana do transporte de palha oriunda do Alentejo com destino a Lisboa.

Os frades do Convento de S. Domingos usavam as claras de ovos para engomarem a roupa e como forma de aproveitar todo o ovo, surgiu a Palha de Abrantes, cujo ingrediente base é a gema dos ovos.

Os Queijinhos do Céu, característicos do concelho de Constância, têm, tal como a Palha de Abrantes, a gema de ovo na sua essência.

Nas pequenas taças de barro não vidrado, a parecer um favo de mel encontram-se as Tigeladas de Abrantes. A receita segredada pelas freiras do Convento da Graça a uma lavadeira de Rio de Moinhos passou de geração em geração, apesar de outros doces terem a mesma designação, a Tigelada do Ribatejo Interior é, genuinamente, a que se destaca pelo sabor e forma.

As broas que deixaram de acompanhar os Santos e passaram a fazer parte do quotidiano do Ribatejo Interior são as de mel e nozes. Um bolo que não leva ovos, mas tem a particularidade de associado ao mel e às nozes se juntar azeite e erva-doce, conferindo-lhe um tom escuro.

Outro doce que, também, se adoça com erva-doce, é as bonecas, uma iguaria herdada de mães e avós, que Alcaravela perpetua. 


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