O Vinho
Néctar dos Deuses, símbolo da religião e do misticismo. O vinho, em Portugal, adquire uma alta importância, caracterizadora da nossa identidade. A cultura da arte vinícola é bem anterior à fundação deste país. A vinha terá sido obra de cultivo pela primeira vez na Península Ibérica há mais de 2 mil anos a.C., pelos Tartessos, o povo mais antigo a partilhar as nossas terras.
Também, os fenícios, os gregos e os romanos desempenharam papéis fundamentais para o desenvolvimento das iguarias vinícolas portuguesas, transportando para a Lusitânia novas variedades de castas, dando particular atenção à arte de transformar a uva em vinho e introduzindo aperfeiçoamentos nas técnicas de cultivo.
O vinho ribatejano atingiu notoriedade pouco depois de Portugal se conseguir afirmar como reino. D. Afonso Henriques, em 1170, refere-se ao néctar dos deuses no foral de Santarém. Devido à sua “conservação e um transporte difíceis” era aconselhável que as vinhas se localizassem nas proximidades das vias de comunicação. “Esta facilidade, conjuntamente com a produtividade do solo, conduziu a que a vinha, em redor de Abrantes, se centrasse ao longo do Tejo, entre Tramagal e Alferrarede, e ao longo do Rio Torto.”
Nesta “terra de castelos, mosteiros e igrejas” a Rota do Vinho faz a união entre a gastronomia, a cultura e a animação turística.
Por entre “antigos paços reais”, os vinhos ganham cor e aroma sobre um sol que oscila entre as tórridas temperaturas de Verão e os Invernos rigorosos e frios.











