Os Enchidos e o Fumeiro
Os enchidos que, manualmente, se fabricam no nosso país, são frutos de uma longa tradição. A matança do porco tem um cariz familiar, tornando-se um ritual que passou por várias gerações, um legado deixado de pais para filhos.
E o resultado sente-se na boca… Os aromas que se distinguem de região para região, dádiva dos costumes herdados e das especiarias que enriquecem o gosto, tornando-se sinónimo de riqueza à mesa de um bom português.
Na origem do aroma salutar dos enchidos estão os temperos (o vinho, a massa pimentão, cravinho e a pimenta) que enriquecem a carne de porco e o tempo que leva no fumeiro. Por exemplo, a farinheira, aprazível também pela massa de alho, repousa por entre fumo durante uma semana.
Em terras ribatejanas, de paisagens repletas de touros negros e cavalos lusitanos, o presunto e os enchidos também servem de montra à gastronomia regional, fumados com lenha de sobro e azinho.
A morcela de arroz, tão característica do Ribatejo, tem o gosto enriquecido pelos cominhos e é dos poucos enchidos que não é fumado. Resulta de uma carne migada mais gorda, associada a arroz e depois de temperada é cozida.
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